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Out 09

 

Eusébio (25/01/1942) - Melhor jogador português de todos os tempos
O melhor jogador português de todos os tempos. Natural de Lourenço Marques (hoje Maputo),  Moçambique, o seu primeiro clube foi o Brasileiros da Mafalala. Realizou o primeiro jogo oficial com a camisola do Sporting de Lourenço Marques, estreando-se da melhor maneira ao apontar 3 golos. Chegou ao Benfica no dia 17 de Dezembro de 1961, mas o primeiro encontro que realizou de águia ao peito foi já no ano seguinte, a 23 de Maio, frente ao Atlético. O Benfica venceu por 4-2 e Eusébio apontou 3 golos. Daí até à despedida decorreriam 14 anos, tendo cumprido o último jogo com a camisola encarnada no dia 18 de Junho de 1975, frente à selecção africana, em Casablanca. Dotado de uma perfeição técnica e física sem par na história do futebol português, Eusébio acumulou êxitos espectaculares ao longo da sua brilhante carreira. Implacável no assalto à baliza adversária e possuindo um prodigioso índice de finalização, o Pantera Negra, como ficou conhecido graças à sua actuação felina dentro de campo, impunha de forma soberana o seu futebol veloz e elegante, concebendo com espantosa facilidade jogadas de génio, de uma beleza plástica absolutamente invulgar, própria apenas dos predestinados. Do instinto e da inteligência dos seus pés, nascia com absoluta naturalidade o "futebol-poema": lances mágicos, movimentações plenas de força e de alto calibre técnico, rasgos velozes, dribles fantásticos, remates geométricos, violentos... golos! Muitos golos. Eusébio foi, por isso, a festa e a pura celebração do jogo de futebol. Ao longo da sua carreira, somou um total de 733 golos em 745 jogos. Pelo Benfica, totalizou 715 partidas e 727 golos. Pela equipa principal, efectou 614 jogos e marcou 638 golos. No Campeonato Nacional, na Taça de Portugal e na Taça dos Campeões Europeus, Eusébio mantém-se no topo da lista dos melhores marcadores de sempre, com 319, 97 e 46 golos, respectivamente. Em Portugal, Eusébio representou ainda o Beira Mar e o União de Tomar. No estrangeiro, jogou no clube canadiano do Metro. No Benfica conquistou 11 títulos nacionais (60/61, 62/63, 63/64, 64/65, 66/67, 67/68, 68/69, 70/71, 71/72, 72/73 e 74/75), venceu 5 Taças de Portugal (61/62, 63/64, 68/69, 69/70 e 71/72), foi campeão europeu em 61/62 e 3 vezes vice-campeão europeu (62/63, 64/65 e 67/68). Com a camisola das quinas, fez 64 jogos e marcou 41 golos. Pela selecção da UEFA, alinhou 5 vezes, tendo ainda realizado 2 encontros pela selecção mundial e outros 2 pelo conjunto da FIFA. Em 1966, foi o melhor marcador do Campeonato do Mundo, tendo somado 9 tentos. Foi, ainda, eleito o melhor jogador desta competição, realizada em Inglaterra. No mesmo ano foi-lhe atribuído o prémio de melhor jogador da Europa (Bola de Ouro). A nível internacional, Eusébio venceu, ainda, por 2 vezes (1967/68, com 43 golos, e 1972/73, com 40 golos) a Bota de Ouro, troféu atribuído ao melhor marcador europeu.
 
Vítor Silva (20/02/1909 - 21/07/1982) - Intuição, Velocidade e Engenho
No Benfica durante 9 épocas, entre 27/28 e 35/36, Vítor Silva realizou um total de 236 jogos, (230 como avançado centro). Marcou 203 golos (17 hat-tricks: 13 de 3 golos, 3 de 4 golos e 1 de 6 golos). Estreou-se pelo Benfica a 01/01/28, num jogo amigável com o FC Porto, disputado nas Amoreiras. O treinador Ribeiro dos Reis colocou-o, então, a interior esquerdo, posição em que cumpriu apenas dois encontros. À excelente intuição que revelava como avançado centro, aliava uma habilidade e uma execução técnica primorosas. Num curto espaço de terreno, livrava-se facilmente de dois ou três adversários com fintas desconcertantes. Com os pés ou com a cabeça, tratava a bola mais em jeito do que em força, de modo subtil e pensado. Era imprevisível. Criou o golo "à Vítor Silva" - de cabeça, em "salto de peixe" ou com a nuca - aplicando o "golpe final" quando os guarda-redes se preparavam para segurar a bola. A sua importância no futebol encarnado era tão grande que a equipa, muito por sua influência, passou a jogar o designado "futebol rainha-mãe" - passe curto e trocas consecutivas de bola, de forma a rentabilizar as capacidades de Vítor Silva. Internacional em 19 jogos, marcou 8 golos pela selecção. Ajudou o Benfica a vencer um campeonato Regional e o 1º Campeonato Nacional da I Liga, bem como os 3 campeonatos de Portugal conquistados pelo Clube, alinhando, todavia, apenas numa final, em que marcou 2 golos.  
    
Espírito Santo (30/10/1919) - Correcção, rapidez e agilidade
Jogou 14 épocas no Benfica, entre 36/37 e 49/50, tendo somado um total de 285 jogos (154 como avançado centro). Marcou 199 golos, rubricando 16 hat-tricks pelo meio - 11 de 3 golos, 4 de 4 golos e 1 de 9 golos (!). Estreou-se no Benfica aos 16 anos, a 20/09/36, no Campo dos Arcos, em Setúbal, contra o Vitória local, num jogo de carácter particular (o treinador Lippo Herczka colocou-o em jogo ao intervalo e aos 85 minutos Espírito Santo marcou o seu primeiro golo ao serviço do Benfica). Era um avançado rápido, entusiasta e de correcção impecável. Possuía uma técnica altamente apurada e executava com precisão passes compridos para os extremos. O seu poder de elevação permitia-lhe fazer golos espectaculares de cabeça. Exibia uma mobilidade invulgar e tinha um remate poderoso. Na época de 39/40, o novo treinador, Janos Biri, colocou-o na posição de extremo direito para aproveitar a sua velocidade. Viria a fazer 119 jogos neste posto, destacando-se, no geral, como um atleta de verdadeira classe. Internacional em 8 jogos, marcou 1 golo pela Selecção Nacional. Ajudou o Benfica a vencer 1 Campeonato Regional, 3 Campeonatos Nacionais e 3 Taças de Portugal.
 
José Águas (29/09/1930 - 10/12/2000) - Impulsão e elegância
Jogou 13 épocas no Benfica, entre 50/51 e 62/63. Fez 514 jogos (482 como avançado centro). Marcou 438 golos, com 46 hat-tricks pelo meio - 34 de 3 golos, 11 de 4 golos e 1 de 5 golos. Após a conquista da Taça Latina, a 18/06/50, o Benfica iniciou, com o treinador Ted Smith, uma digressão a África. No 8º jogo dessa digressão, realizado a 19/08/50, a equipa benfiquista defrontou, no Lobito, a selecção desse distrito angolano, em que alinhava um tal de José Águas e que marcou, então, 2 golos ao Benfica. Uma semana depois, a 25/08/50, em Sá da Bandeira, Águas estreava-se de águia ao peito frente à selecção de Huíla-Lubango, entrando aos 30 minutos de jogo para rubricar um... hat-trick! Continuaria no Benfica até vencer, como capitão, duas Taças dos Campeões Europeus! Futebolisticamente muito culto, José Águas primava pela inteligência com que se movimentava no ataque, com ou sem bola. Detinha uma intuição sagaz e era um exímio executante, ora com a cabeça (109 golos) ou com os pés. Para além de ser um grande goleador, também sabia criar jogo, fintando com assinalável mestria. O seu jogo de cabeça era do mais fino recorte. Os seus golos em suspensão eram frequentes, graças ao extraordinário poder de impulsão que possuía e ao facto de saltar sempre no tempo certo. Internacional em 25 jogos, capitaneou a selecção em 7 encontros, tendo marcado 11 golos. Foi o homem que recebeu e ergueu as 2 taças dos Campeões Europeus conquistadas pelo Benfica. Venceu 5 Campeonatos Nacionais e 7 Taças de Portugal. Foi 5 vezes o melhor marcador do Campeonato Nacional  - 51/52 (28 golos), 55/56 (28 golos), 56/57 (30 golos), 58/59 (26 golos) e 60/61 (27 golos).
 
Santana (22/03/1936 - 24/04/1989) - Serenidade, elegância e técnica
Foi um dos muitos diamantes que o Benfica descobriu em terras do Ultramar. Representou o Clube durante 14 épocas, entre 54/55 e 67/68. Estreou-se na equipa principal sob o comando técnico de Otto Glória, a 21/10/56, na Luz, frente ao Caldas SC (1-0), em jogo do Campeonato Nacional. Santana era um estilista. Executava com primor os lances que a sua inteligência desenhava. Era oportuno e exibia um futebol elegante. A subtileza com que tratava a bola quase dava a impressão de jogar de "pantufas". Excelente no passe, curto e em profundidade. Sereno. Tecnicista. Foi Bicampeão Europeu, tendo marcado um dos 3 golos com que o Benfica bateu o Barcelona na final de Berna, em 1961. Na gloriosa campanha que conduziu a equipa ao jogo decisivo, esteve em todos os encontros, tendo feito 3 golos (2 ao Ujpest e 1 ao Aahrus). Esteve, ainda, na final de 1963, perdida frente ao Milão. No plano nacional, somou 226 jogos e marcou 94 golos. Foi 6 vezes Campeão Nacional e venceu 3 Taças de Portugal. Fez 5 encontros pela Selecção.
 
João Pinto (19/08/71) - Virtuosismo, magia e luta
Jogou 9 épocas no Benfica, entre 1992/93 e 1999/00, tendo feito um total de 346 jogos (237 como avançado de apoio ao ponta de lança). Marcou 107 golos e fez 4 hat-tricks - 3 de 3 golos e 1 de 4 golos.
Estreou-se no Clube num jogo de preparação da época 92/93, a 23/07/92, na Suécia, em Grimeton, frente ao clube local. Mostrou, nesse jogo, ao treinador Tomislav Ivic, como jogava um avançado moderno, marcando... 4 golos! No Benfica, João Pinto revelou-se um atacante extraordinário, com uma qualidade técnica notável e "demolidor no um para um". Lutador a jogar, a fazer jogar e a marcar golos. Capitão da equipa encarnada desde cedo. O seu virtuosismo permitiu-lhe jogar como avançado flexível, destacando-se na posição de ponta de lança (43 jogos) e como médio ala (40 jogos). Imprevisível, impressionava pela capacidade de improvisação, criando com facilidade lances de génio a partir do nada. Foi o melhor jogador benfiquista durante grande parte da década de 90. Um craque. Enquanto atleta do Clube, registou 55 internacionalizações e marcou 18 golos ao serviço da Selecção Nacional. Ajudou o Benfica a conquistar 1 Campeonato Nacional (93/94 - época em que assinou um hat-trick frente ao Sporting, em Alvalade, contribuindo para o mítico triunfo de 6-3, num encontro que é ainda considerado por muitos como o jogo da sua vida) e 2 Taças de Portugal, tendo jogado ambas as finais, em que somou 3 golos.
 
Torres (11/09/38) - Presença e talento
Representou o Benfica durante 12 épocas, entre 1959/60 e 1970/71, tendo realizado 347 jogos e marcado 284 golos. Possuidor de um perfil físico invulgar, alto e esguio como um basquetebolista, Torres soube afirmar o seu estilo inconfundível de atacante, retirando o máximo proveito das suas características corporais. O epíteto de "bom gigante", alcunha por que ficou conhecido no mundo do futebol, define bem a sua silhueta afectiva e física. Estreou-se a 25/10/59, na Luz, num jogo do Campeonato Nacional, com o SC Covilhã (2-1). A sua ascensão na equipa não foi imediata. A posição que ocupava no terreno, estava entregue a um nome reputado: José Águas. Na época de 62/63, acabaria por retirar a titularidade ao "mestre", que nessa temporada apenas cumpriu 4 jogos. Torres tornou-se rapidamente numa pedra fundamental do ataque "encarnado". A facilidade com que se movimentava dentro da área faziam dele uma arma temível para os adversários. No jogo aéreo, "afogava" os defesas com os seus quase 2 metros de altura, colocando a bola no fundo das redes com autoridade e astúcia.
Nunca escondeu a sua tristeza por não ter participado na conquista dos 2 títulos europeus, em que não tomou parte fruto da lei tardia das substituições (na segunda final, Cavém lesionou-se.
Torres estava lá, preparado para alinhar. O regulamento não deixou...). A este sentimento juntou a "felicidade infeliz" de ter estado nas restantes 3 finais europeias da década de 60, em que foi vice-campeão. No Campeonato do Mundo de 1966, deixou igualmente a sua marca indelével. Após ter sido dos mais utilizados na fase qualificação, desempenhou papel preponderante na fase final, ao alinhar em todos os encontros e marcando 3 golos. Foi 33 vezes internacional. Pelo Benfica, venceu 9 Campeonatos Nacionais e 6 Taças de Portugal. Foi o melhor marcador do campeonato português na época de 62/63, com 26 golos.
 
publicado por sportlisboaebenfica1904 às 21:48
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